Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

carta a um pequeno burguês

Pode ser que me faça entender. Quer o Partido ser poder quando os Trabalhadores quiserem ser poder. Com o marxismo leninismo como ideologia se quiserem os comunistas a dirigi-los. O simbolismo do nome de um partido, é muito diferente do que o simbolismo de tu seres Jorge e eu António, os comunistas escolhem a foice, o martelo e a estrela como símbolos, de uma forma diferente do que eu ter risco ao lado no cabelo, ou calças à boca de sino, a nossa bandeira é vermelha, mas não mudamos para rosa como o SLBenfica quando joga fora e pode confundir-se com o adversário. A política é um caso sério, não é um baile de máscaras, embora ande muita gente mascarada, mas os comunistas só têm uma cara. Estabelecemos um pacto com os explorados e oprimidos do mundo há décadas, há mais de uma centena de anos, continuamos por isso com a Internacional como hino, porque acreditamos naquele brilhante poema inspirado na Comuna de Paris e venha lá a corja de reaccionários que vier que não abandonaremos o nosso ideal, não por casmurrice, mas porque está actual, porque ainda não foi cumprido e porque depois desses anos todos ainda não apareceu nenhuma filosofia nova que nos fizesse actualizar ou mudar, se fosse esse o caso. Temos o factor histórico a indicar-nos a razão. A começar pela revolução francesa, a revolução americana, a comuna de Paris, a revolução bolchevique, a revolução chinesa, como enormes experiências, mas tantas outras, um pouco por todo o Mundo, são exemplos magníficos para a cultura humana que não podemos nem devemos negar, é um legado esplendoroso, que nos obriga a enaltecer, pela razão simples que não foi uma tomada de poder qualquer, antes o resultado da luta de classes, da feroz luta de classes. Quem se diga de esquerda e esqueça a base do marxismo é um traidor declarado, existem classes, elas estão aí, governa uma, a burguesia, os comunistas querem, desejam, lutam para que se inverta essa força, exigimos no principio base da democracia que seja a maioria a permanecer no poder, que sejam os operários e os camponeses a tomar nas suas mãos os destinos do País e do Mundo, só desse principio pode haver justiça!
Penso que fui claro até aqui...
Vamos imaginar esse panorama, que me agrada particularmente. O equilíbrio. Ainda à dias caiu um meteorito no Peru, passados uns dias houve mais um violento terramoto. Passas por cima e pisas um carreiro de formigas. Há um incêndio na floresta. Cheias em Moçambique. São violências à vida que tendem, passados esses momentos, ao equilíbrio, certo? Fascina-me como a natureza tende a equilibrar-se, por condição que vai para além de qualquer teoria ou filosofia, com o ser Humano acontece precisamente o mesmo. Esquece por agora os genocídios no momento do Hitler, no momento de Estaline, no momento de Mao-Tsé-Tung, na bomba de Hiroshima, nos mortos no Iraque, ou nos arranha-céus. Uma morte é uma morte e não tem preço, nem discussão. Realmente importa é que, até se encontrar o equilíbrio vai ser assim, não há volta a dar, temos é que tirar ensinamentos para não cometermos os mesmo erros, mas outros surgirão, sem dúvida e o que fica? Então, podemos olhar para trás e verificar que os passos dados até aqui valeram a pena e a luta continuará, devemos enquadrar as lutas sociais neste enquadramento de procura de equilíbrio. A Grande Revolução já deu passos enormes, recua cem anos e olha! Já deu passos atrás, recuos, é verdade! Mas é imparável, nem sequer a vejo como utopia, vejo-a e sinto-a como inevitável. Científica! Sabemos lá nós quando e onde vai cair o próximo meteorito? Sabemos que a vida continuará, mesmo depois de ele cair. Pisas o carreiro das formigas, elas andam ali uns momentos à toa, ficam um pouco atordoadas, mas depressa encontrarão de novo o caminho, passa o violento incêndio na floresta mas rapidamente germinarão novas árvores de uma forma espantosa. Se quisermos olhar o colectivo será assim que deves ver a humanidade. Parece-me bem!
Porém, o povo anseia contraditoriamente a outros valores, é um problema de consciência, é uma questão de cultura, queremos coisas, queremos ser ricos, ricus (risos), essa luta não é fácil, porque tem de ser travada dentro de nós, temos o dever de saber o que queremos e muito conscientemente vejo muita gente que se diz de esquerda, por dizer, sabendo de antemão que estão longe de ter essa disponibilidade para a Revolução, são tão egoístas que vêem a vida na duração da sua própria existência, não pensando sequer nos seus filhos, muito menos nos filhos dos escravos .
Portanto e a finalizar, companheiro, independentemente dos Pereiras, dos Louçãs, dos Portas, dos Sousas, com eles, ou sem eles cairá o meteorito enorme que destruirá o capitalismo de vez, tenho a certeza, não é na nossa geração? Não será, que importa? Quantos milhões de anos tem a Humanidade? cem, duzentos, trezentos anos são insignificantes, certo? Independentemente dos recuos da Revolução, o Povo Vencerá!
Penso que fui claro!

uma vénia profunda aos democratazinhos da nossa côrte pobrezinha.
antoniomaia    

publicado por antoniomaia às 06:02
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