Sábado, 18 de Julho de 2009

O porco infectado de H1N1, grunhe

 

Um porco infectado de H1N1 grunhe... e é notícia e motivo de discussão nesta comunicação social viciada e avençada pela burguesia que detém o poder, de uma maneira ou de outra.

Afinal o que era o regime imperialista fascista do Estado Novo? Todos deveríamos saber. De 1926 até a 25 de Abril 1974 uma corja minoritária, com a cabeça de Salazar governou o império que ia desde o Minho a Timor. Naturalmente que a ditadura era apoiada por uma burguesia muito bem instalada, os grandes monopólios detinham nas mãos de meia dúzia de famílias, Espírito Santo, Champalimoud, Tenreiro, etc, a maior fatia da economia nacional. Por baixo desses haviam os pequenos empresários que prosperavam às mil maravilhas, todos sustentados pelo trabalho dos operários e assalariados rurais que tinham salários miseráveis, quase escravos. O regime era abençoado pela igreja católica e vigiado de muito perto pelas polícias e forças armadas, em especial pela PIDE/DGS, a polícia política, que julgava, torturava, e matava. Na perpetuação do império, Portugal combatia em todas a frentes onde havia oposição, Índia, Timor, Moçambique, Angola, Guiné, Cabo Verde, onde morrem mais filhos do povo do que na invasão dos EUA ao Vietname.
Portanto, uma minoria de famílias com as cabeças de Salazar e Caetano, governava e governava-se do fascismo português, abençoados pela igreja católica nacional. E a burguesia tão feliz que vivia.
Como é natural, está previsto na Constituição da Rep
ública a proibição de organizações que impeçam este regresso tão negro da nossa história.

(Por baixo de uma fotografia de Hitler)

Isso que aí está, esteve quase a governar o mundo.

Mas os povos dominaram-no.

No entanto, desejaria não ouvir o vosso triunfante canto:

o ventre, donde isto saiu, ainda é fecundo.

Brecht


O comunismo. Uma sociedade sem classes. Marx e Engels pensaram e conceberam que até ao comunismo o Estado seria dirigido pelos trabalhadores revolucionários, num sistema económico planificado, socialismo, por etapas até ao fim da exploração do homem pelo homem. Basta ler algumas das teorias marxistas par
a nos apercebermos que se trata de uma ditadura dos trabalhadores sobre a burguesia feroz que tem vivido há centenas de anos à custa dos lucros produzidos pelos explorados trabalhadores. É a luta de classes. O que podem esperar os trabalhadores das eleições burguesas, viciadas à partida? São os burgueses que detêm e controlam os órgãos de comunicação social e por isso vemos, ouvimos e lemos permanentemente os partidos do sistema, do regime, em campanha eleitoral vitalícia, jamais os comunistas terão as mesmas oportunidades de expressar as suas ideias sobre o que seja, é-lhes vedada a palavra nesta luta desigual. São as eleições de uma classe social que disputa quem lhes convém melhor a governança dos seus bens e que travem o avanço revolucionário das classes mais pobres da população. São as eleições que perpetuam o porco infectado de H1N1 no poder há mais de trinta anos, explorando uma população insular escrava no trabalho da cana de açúcar e da uva, que o Estado Novo deitou ao abandono, foi e é fácil alienar e manobrar um povo tão pobre e miserável. Para muitos madeirenses submissos o porco é uma espécie de santo, coitadinhos, até quando?

Quando o porco grunhe que o comunismo e o fascismo é a mesma coisa, a mesma ditadura, logo alivia os defensores deste regime que tanto se diz democrático e que já é bipolarizado o que chegue, é sabido que muito boa gente com responsabilidades e até jornalistas, entende que democratas em Portugal são os partidos do PS à sua direita e se puderem extinguir os demais melhor seria, daí tanta discussão sobre o grunhir.

Além do grunhe ser uma tamanha provocação a todo o noss
o povo, é motivo de grande alerta para o que se pode adivinhar no futuro. É e será uma luta permanente que o PCP não pode encabeçar porque também alimenta esse regime parlamentar burguês ao não falar verdade aos trabalhadores sobre o que é o comunismo e como os trabalhadores chegarão ao poder.

A luta comunista se resume à emancipação do proletariado por meio da liberação da classe operária, para que os trabalhadores da cidade e do campo, em aliança política, rompam na raiz a propriedade privada burguesa, transformando a base produtiva no sentido da socialização dos meios de produção, para a realização do trabalho livremente associado - o comunismo -, abolindo as classes sociais existentes e orientando a produção - sob controle social dos próprios produtores - de acordo com os interesses humanos-naturais. (Karl Marx)

Viva a revolução!
Viva o Comunismo!

Só os trabalhadores podem resolver a crise!


Brecht, outra vez, porque é preciso...

Primeiro levaram os comunistas,
mas não me importei com isso
eu não era comunista.... Ler mais
Em seguida levaram alguns operários,
mas não me importei com isso
eu também não era operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
mas não me importei com isso
porque eu não sou sindicalista.
Depois agarraram uns sacerdotes,
mas como não sou religioso
também não me importei.
Agora estão-me a levar a mim
Mas já é tarde...

(Bertold Brecht)


publicado por antoniomaia às 15:42
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1 comentário:
De aumentare sperma a 25 de Março de 2010 às 10:55
sua figura política pode gostar ou não, mas o seu valor histórico é inegável


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