Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

A crise que se segue... caminho a seguir.


A crise acentua-se cada dia que passa, já nos vão avisando que a imobiliária dos EUA está aí, sinal da política especulativa deste mundo capitalista, mais a inflação do petróleo, mais a essa globalização económica que coloca em concorrência as empresas multinacionais, muitas vezes com mão de obra escrava, com as nossas pequenas empresas, como tal o desemprego vai continuar a aumentar, plea primeira vez em mais de vite anos ultrapassámos a vizinha Espanha, nalgum valor a devíamos ultrapassar... a crise. Sempre a crise. Sempre nos lembramos do nosso povo viver em crise, os trabalhadores alimentaram a guerra colonial, sempre em crise, a emigração foi a tábua de salvação para milhões de portugueses que fugiram à miséria que o fascismo, de Salazar e Caetano, os condenara até que se deu o Golpe de Estado em 1974, e disseram-nos, agora tudo vai ser diferente, mentira! Se houve alguma explosão nos míseros ordenados dos trabalhadores, ainda estamos a pagar essa ousadia de termos lutado, andamos à décadas a perder poder de compra relativamente à inflação, é a crise! Sem consulta popular, entrámos para a CEE, agora é que vai ser, tínhamos a defesa de uma fronteira maior e iríamos competir e partilhar do desenvolvimento dos países mais ricos, mentiram! Alguns beneficiaram e continuam a beneficiar dos fundos comunitários, mas o nosso povo, a maioria do nosso povo continuaria em crise. Veio a moeda única e a globalização capitalista e foi o descalabro, vai ser bom, dizia-nos, vamos concorrer com o Dólar e vai ser uma maravilha, mentira! Andamos há anos a correr atrás do défice e quem paga? Os mais pobres, a maioria da nossa população, com aumentos progressivos dos impostos. Agora é o Euro que está demasiado forte.  E mais crise! Crise, crise, crise!

O que nos resta? Sim, o que fazemos perante esse cenário? Parece-me que já aprendemos alguma coisa, a burguesia não deve governar mais, os partidos que a representam já não conseguem enganar ninguém, as pessoas dão-lhes os votos como uma coisa sem remédio, não conseguem ver alternativas, as única alternativa que lhes dão é: PS/PSD Já ninguém em consciência cai nessa, ninguém acredita. Mas há uma alternativa a toda essa farsa, que mente, que mal trata quem lhes dá de comer, trucida! "Só os trabalhadores podem resolver a crise!" É a mais pura verdade, o resto são balelas, podem vir o P"C"P e o BÉ pedir o voto das pessoas que não resolvem a crise capitalista. Basta! Chega de conversa que, "dêem-nos o voto que nós resolvemos", não! Querem ser os trabalhadores a participar na vida activa do País, já que são eles que trabalham, sejam eles a dar destino à gestão desse esforço. É realmente urgente invertermos a ordem do poder, derrubar com todas as nossas forças a classe dominante no poder, a rica burguesia, e instaurar uma democracia popular, sob a direcção dos operários e camponeses. Claro que o momento é difícil, a queda do social-imperialismo soviético, não foi só o derrube daquela ditadura policial, como também desacreditou o movimento marxista do mundo inteiro, assistimos a umas lutas aqui ou acolá, muitos trabalhadores deixaram de acreditar. Esse trabalho ideológico vai demorar algum tempo a dar frutos, mas é o único caminho, ou esse ou a continuação da escravatura, temos de tornar a acreditar que só quando a maioria da população tomar as rédeas do poder se pode resolver a crise.

A luta ideológica que tem de ser travada em primeiro lugar.

É difícil, somos sistematicamente bombardeados pela máquina de propaganda do regime, órgãos de comunicação, com assuntos e discussões que não interessam nada aos trabalhadores. Veja-se o exemplo da farsa que foram as eleições no PSD/PPD, toda aquela cobertura para quê? Quais são os portugueses que se interessam de qual vai ser a marioneta do capitalismo para suceder a Sócrates? A burguesia está interessada, querem alguns estar bem colocados para assaltarem as cadeiras do poder, mas às centenas de milhar de desempregados, aos trabalhadores e camponeses em geral, interessam-lhes quem vai ser o palhaço que se segue? Alguns observadores queixaram-se de falta de ideias, mas que ideias hão-de ter esses senhores que se seguem, já os conhecemos há trinta anos, até porque este governo está desempenhando maravilhosamente o seu papel, de gerir a crise do grande capital.
A luta ideológica deve ser a discussão. Serve este regime os interesses da maioria dos trabalhadores, se não serve, qual o caminho a seguir?
Propomos formular uma reivindicação justa, o estabelecimento de um salário mínimo europeu! Vamos senhores sindicalistas e demais homens e mulheres que se alvoram de esquerda e que têm algum assento no poder burguês, P"C"P e BÉ, não basta conversarmos sobre os direitos das minorias, essas são questões que se resolvem com o processo revolucionário. Força, unam os trabalhadores portugueses em torno desta reivindicação!

Só os trabalhadores podem vencer a crise!
Salário mínimo europeu!

antoniomaia

publicado por antoniomaia às 23:19
link do post | comentar | favorito

.sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 1 seguidor

.pesquisar

 

.Setembro 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA...

. O porco infectado de H1N1...

. Sobre a exigência de um n...

. "É o corpo de um operário...

. 12 de Outubro de 1972, PI...

. Honra aos combatentes rev...

. A crise que se segue... c...

. carta a um pequeno burguê...

. Viva o Comunismo!

. Dazkarieh - Vitorina

.arquivos

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Dezembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

.tags

. todas as tags

.links

SAPO Blogs

.subscrever feeds