Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DEVE DEMITIR-SE DE IMEDIATO!



Na desastrosa comunicação de ontem ao país o Presidente da República revelou pela primeira vez o que pensa em privado. Ora, a verdade é que tal revelação o que veio demonstrar foi uma grave ignorância do que é a cultura política e democrática e do modo como ela impõe que o cargo seja exercido. E quem pensa assim em privado, não pode ser Presidente da República!


            Antes de mais, o Presidente da República não pode ser fonte de instabilidade política. E se, como se cansou de invocar, nunca falou de escutas, então deveria ter de imediato desautorizado a fonte de Belém que falou de escutas ao Jornal Público. E a verdade é que nunca o fez, nem na altura, nem ontem!

Depois, o Presidente da República pretende vir invocar perante o País que ignoraria aquilo que o mais jovem dos utilizadores do Magalhães está farto de saber. Na verdade, basta saber ler jornais coisa que não se sabe se o Presidente da República já faz para saber que até nos computadores do Pentágono há permanentemente piratas informáticos a procurar entrar, mas que tal não significa que seja o Governo a fazê-lo. Esta aparente virginal ignorância mostra também que Cavaco Silva não tem condições nem competência para exercer o cargo de Presidente da República.

Acresce que a Casa Militar da Presidência da República tem meios para fazer o varrimento de todos os sistemas de comunicação utilizados, e ninguém consegue perceber porque é que o Presidente da República não o mandou antes fazer, nem o manda fazer agora todas as semanas.

Por outro lado, ao formular as insinuações com que brindou o País, perguntando como é que dirigentes do PS saberiam dos passos dos elementos da sua Casa Civil, o Presidente da República está é afinal a confessar que tais membros deram mesmo esses passos. Mas, mais do que isso, o Presidente da República dá assim a conhecer publicamente que acha que os membros da sua Casa Civil podem fazer tudo, inclusive, colaborar na elaboração de programas partidários, produzir uma pseudo-denúncia que é a fonte de todas as manipulações e até fazer conversas como as que foram relatadas pelos Jornais.

Deste modo o Presidente da República não consegue esconder que quem pretendeu manipular foi ele e a sua Casa Civil, e de que não há uma única prova de que qualquer outro Partido o tenha querido fazer! E confessa sem apelo nem agravo que, sendo ele que está por detrás de toda esta grosseira mistificação, tudo o que o faz falar agora é a fragorosa derrota que sofreu no passado Domingo nas últimas eleições legislativas não foi, pois, o PSD que foi derrotado, foi o próprio Presidente da República!

              Ora este tipo de conduta por parte do mais alto representante da República Portuguesa ultrapassa todos os limites da tolerância e de decência que lhe são exigíveis. E se é certo que o nosso sistema constitucional não prevê, ao invés do que sucede com outros, a possibilidade do afastamento do Presidente da República, o certo é que, depois de tudo isto, o Povo Português tem o pleno direito de exigir a Cavaco Silva que apresente ao País não apenas todas as explicações devidas como um pedido de desculpa, e ainda que renuncie de imediato ao cargo.

A verdade é que já não explicou o seu negócio com acções na SLN. Como não explicou por que é que manteve durante tanto tempo Dias Loureiro no Conselho de Estado. Como agora também não explicou como aparece a fabricar boatos manipulatórios. E na situação difícil e que o País se encontra, é absolutamente inaceitável que o Presidente da República se constitua como fonte de barafunda institucional e por isso deve demitir-se!

É, por fim, de assinalar o modo mais completamente equívoco com que os vários Partidos reagiram a este despautério presidencial, muito em particular o PS, que não ousou denunciar a autoria das manipulações e mostra ter esquecido que tal como decerto em breve se verá quem poupa o inimigo, em particular na altura em que este comete o seu maior erro, às mãos lhe acabará por morrer !...

 

Lisboa, 30 de Setembro de 2009
O Comité Central do PCTP/MRPP


publicado por antoniomaia às 20:54
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Sábado, 18 de Julho de 2009

O porco infectado de H1N1, grunhe

 

Um porco infectado de H1N1 grunhe... e é notícia e motivo de discussão nesta comunicação social viciada e avençada pela burguesia que detém o poder, de uma maneira ou de outra.

Afinal o que era o regime imperialista fascista do Estado Novo? Todos deveríamos saber. De 1926 até a 25 de Abril 1974 uma corja minoritária, com a cabeça de Salazar governou o império que ia desde o Minho a Timor. Naturalmente que a ditadura era apoiada por uma burguesia muito bem instalada, os grandes monopólios detinham nas mãos de meia dúzia de famílias, Espírito Santo, Champalimoud, Tenreiro, etc, a maior fatia da economia nacional. Por baixo desses haviam os pequenos empresários que prosperavam às mil maravilhas, todos sustentados pelo trabalho dos operários e assalariados rurais que tinham salários miseráveis, quase escravos. O regime era abençoado pela igreja católica e vigiado de muito perto pelas polícias e forças armadas, em especial pela PIDE/DGS, a polícia política, que julgava, torturava, e matava. Na perpetuação do império, Portugal combatia em todas a frentes onde havia oposição, Índia, Timor, Moçambique, Angola, Guiné, Cabo Verde, onde morrem mais filhos do povo do que na invasão dos EUA ao Vietname.
Portanto, uma minoria de famílias com as cabeças de Salazar e Caetano, governava e governava-se do fascismo português, abençoados pela igreja católica nacional. E a burguesia tão feliz que vivia.
Como é natural, está previsto na Constituição da Rep
ública a proibição de organizações que impeçam este regresso tão negro da nossa história.

(Por baixo de uma fotografia de Hitler)

Isso que aí está, esteve quase a governar o mundo.

Mas os povos dominaram-no.

No entanto, desejaria não ouvir o vosso triunfante canto:

o ventre, donde isto saiu, ainda é fecundo.

Brecht


O comunismo. Uma sociedade sem classes. Marx e Engels pensaram e conceberam que até ao comunismo o Estado seria dirigido pelos trabalhadores revolucionários, num sistema económico planificado, socialismo, por etapas até ao fim da exploração do homem pelo homem. Basta ler algumas das teorias marxistas par
a nos apercebermos que se trata de uma ditadura dos trabalhadores sobre a burguesia feroz que tem vivido há centenas de anos à custa dos lucros produzidos pelos explorados trabalhadores. É a luta de classes. O que podem esperar os trabalhadores das eleições burguesas, viciadas à partida? São os burgueses que detêm e controlam os órgãos de comunicação social e por isso vemos, ouvimos e lemos permanentemente os partidos do sistema, do regime, em campanha eleitoral vitalícia, jamais os comunistas terão as mesmas oportunidades de expressar as suas ideias sobre o que seja, é-lhes vedada a palavra nesta luta desigual. São as eleições de uma classe social que disputa quem lhes convém melhor a governança dos seus bens e que travem o avanço revolucionário das classes mais pobres da população. São as eleições que perpetuam o porco infectado de H1N1 no poder há mais de trinta anos, explorando uma população insular escrava no trabalho da cana de açúcar e da uva, que o Estado Novo deitou ao abandono, foi e é fácil alienar e manobrar um povo tão pobre e miserável. Para muitos madeirenses submissos o porco é uma espécie de santo, coitadinhos, até quando?

Quando o porco grunhe que o comunismo e o fascismo é a mesma coisa, a mesma ditadura, logo alivia os defensores deste regime que tanto se diz democrático e que já é bipolarizado o que chegue, é sabido que muito boa gente com responsabilidades e até jornalistas, entende que democratas em Portugal são os partidos do PS à sua direita e se puderem extinguir os demais melhor seria, daí tanta discussão sobre o grunhir.

Além do grunhe ser uma tamanha provocação a todo o noss
o povo, é motivo de grande alerta para o que se pode adivinhar no futuro. É e será uma luta permanente que o PCP não pode encabeçar porque também alimenta esse regime parlamentar burguês ao não falar verdade aos trabalhadores sobre o que é o comunismo e como os trabalhadores chegarão ao poder.

A luta comunista se resume à emancipação do proletariado por meio da liberação da classe operária, para que os trabalhadores da cidade e do campo, em aliança política, rompam na raiz a propriedade privada burguesa, transformando a base produtiva no sentido da socialização dos meios de produção, para a realização do trabalho livremente associado - o comunismo -, abolindo as classes sociais existentes e orientando a produção - sob controle social dos próprios produtores - de acordo com os interesses humanos-naturais. (Karl Marx)

Viva a revolução!
Viva o Comunismo!

Só os trabalhadores podem resolver a crise!


Brecht, outra vez, porque é preciso...

Primeiro levaram os comunistas,
mas não me importei com isso
eu não era comunista.... Ler mais
Em seguida levaram alguns operários,
mas não me importei com isso
eu também não era operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
mas não me importei com isso
porque eu não sou sindicalista.
Depois agarraram uns sacerdotes,
mas como não sou religioso
também não me importei.
Agora estão-me a levar a mim
Mas já é tarde...

(Bertold Brecht)


publicado por antoniomaia às 15:42
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Sobre a exigência de um número mínimo de filiados nos partidos políticos



Transcrevemos na íntegra comunicado da comissão de imprensa:

Bloco Central e Tribunal Constitucional apostados em dissolver o PCTP/MRPP e varrer a oposição extra-parlamentar.

1. A exigência de um número mínimo de militantes e entrega da respectiva identificação à polícia como requisito da existência dos partidos políticos, agora tentada concretizar pelo Tribunal Constitucional, para além de uma medida pidesca e fascista, é um gravíssimo ataque e uma intolerável violação à liberdade democrática, constitucionalmente consagrada, de constituição de partidos políticos e, consequentemente, da liberdade de expressão organizada de ideias políticas pelos cidadãos.
2. Importa, desde logo, denunciar que os defensores desta medida, vertida na Lei Orgânica 2/2003, são o PS e o PSD (na altura, de Durão Barroso), e que essa Lei foi promulgada pelo “democrata” Jorge Sampaio e obteve, nesta parte, a anuência do PCP, BE e CDS.
3. Esta exigência agora tentada consumar por um Tribunal que se limita a ser o porteiro e arquivo do regime, visa, acima de tudo, eliminar o PCTP/MRPP, o maior partido extraparlamentar, e varrer os restantes partidos fora do leque dos partidos do poder.
4. O problema político fundamental da democracia partidária não está, obviamente, no número de militantes que cada partido tem - número esse extremamente volátil – mas sim no seu número de votantes.
5. Os partidos não são definidos na lei nem se caracterizam por ser organizações de massas, mas sim organizações para exprimir ideias políticas, bastando ter apenas identificados os seus dirigentes.
6. Tal como Salazar não permitia a existência de partidos, o PS e demais partidos do Parlamento só admite partidos com mais de 5000 militantes. Por outro lado, se este requisito se tivesse imposto no início da democracia em Portugal, ainda hoje estaríamos no tempo de D. João V.
7. Ao engº Sócrates interessa-lhe saber quantos e quem são os militantes dos partidos, mas já não quer saber a opinião dos portugueses sobre o Tratado da UE.
8. O que não se pode escamotear é que esta é mais uma das medidas que, a somar à perseguição pidesca diária sobre os opositores ao governo e ao regime, à restrição dos direitos dos cidadãos em matéria do processo penal, ao reforço das acções de policiamento e invasão da privacidade, pelas escutas sem controlo e acções de vídeovigilância a pretexto do combate ao terrorismo – quando não se conhece outro, para além do que é praticado pelo Estado -, pretende pôr termo às résteas de democracia que porventura ainda subsistam.
9. O PCTP/MRPP, para além de repudiar esta manobra dos farsantes pseudo-democráticos que governam este país, não deixará de mobilizar o povo português na resposta a mais este ataque de que é alvo na sua já longa história de quase quarenta anos de existência e de luta contra o regime fascista, a ditadura social-fascista e as sucessivas tentativas de estrangulamento e destruição.

Lisboa, 15 de Dezembro de 2007

A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP


publicado por antoniomaia às 00:14
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

"É o corpo de um operário que morreu a trabalhar"

Não me conformo, não posso conformar-me... falarei, gritarei e nunca me calarei.
O que chorámos, baba e ranho da morte bárbara, ali em directo, do jogador de futebol Miklos Fehér do meu vermelho Benfica... e o que choramos da morte daquele operário? Que morreu a trabalhar. Quantos?
"Que morte? Daquele que trazia lancheira, daquele bruto que não lê Saramago, daquele que cheira a suor? Morte? de quem?"
O que é que fazem os senhores, burgueses de merda? Nada! a casa? o carro? a panela? o comboio? o caixão? Nada!
Parasitas miseráveis! Silêncio! Sim, calem-se! Por uns instantes de homenagem a mais dois operários que morreram a trabalhar. Construíam um condomínio para os senhores, que não produzem nada, morarem, com as suas famílias ricás... Ódio!... Nojo!...
Silêncio!

Setúbal: queda de muro faz dois mortos 2007/10/16 | 15:28 || Cláudia Lima da Costa , com Lusa
Acidente de trabalho em Setúbal deixa ainda um trabalhador com ferimentos graves. Operários abriam vala numa obra de construção de 12 vivendas. Muro com três metros de altura caiu sobre cinco funcionários. «Eu e outro colega conseguimos fugir porque estávamos a uma ponta». Três homens ficaram soterrados. Resgate levou três horas.

Morreram esmagados!

"Levanta-te, ó milionário,
Vai um enterro a passar;
É o corpo de um operário
Que morreu a trabalhar."

António Aleixo


Trabalho: 11 mortes por mês 2007/10/16 | 22:01 Até Setembro desde ano morreram em acidentes de trabalho 100 pessoas. Mais de metade dos óbitos ocorreram no sector da construção. Queda em altura e choque com objectos são as causas mais frequentes. Lisboa, Porto e Coimbra são os distritos com mais ocorrências.

Silêncio! Burguês parasita, carrega agora no botão "play" para começares a ver e ouvir essa música tão linda que o Francisco fez pra nós. Ouve com atenção e presta homenagem aqueles que morreram a trabalhar.





publicado por antoniomaia às 04:27
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

12 de Outubro de 1972, PIDE assassina o estudante Ribeiro Santos


1972: O ANO DA MORTE DE RIBEIRO SANTOS- um movimento sem nada a perder
E eis-nos que chegamos ao assassinato de Ribeiro dos Santos. Vejamos (ou recordemos, para alguns) como tudo aconteceu, em particular, na altura do funeral. Mas depois a agitação continua...

O ANO DA MORTE DE RIBEIRO SANTOS

Um movimento sem nada a perder

O assassinato de Ribeiro dos Santos, a 12 de Outubro, marcará o movimento estudantil contra a ditadura até ao 25 de Abril. É a primeira vez que ocorre um facto de tal gravidade e as ondas de choque deste crime não só arrumarão de vez uma já utópica "normalização da vida universitária", como generalizam, nas gerações liceais urbanas, uma combatividade que cresce até à queda do regime.
Na noite do assassinato, os ânimos dos trezentos estudantes reunidos no Técnico impõem a pacífica aprovação do comunicado "À população", a paralisação geral da universidade e a ida em massa ao funeral. Quando a urna sai da casa de Ribeiro Santos, no Largo de Santos, o carro funerário está à porta já aberto. Porém, para surpresa de muitos, o caixão é conduzido para o lado oposto, aos ombros de alguns estudantes. O objectivo é levá-lo em desfile até à Ajuda, pela rua das Janelas Verdes. A polícia carrega, derruba o caixão e substitui os estudantes por agentes. Há vinte presos e bastantes feridos, entre os quais alguns polícias. No cemitério, onde se voltará a juntar parte dos manifestantes, entoa-se o hino nacional em ambiente de grande consternação. Do Alto da Ajuda, para onde correm outros, descerão grupos que prolongarão os confrontos pela noite. São atacados bancos em vários locais e a embaixada americana tem os vidros partidos. Dentro dos muros do hospital-prisão de Caxias também há agitação. (...)
Nos dias seguintes a universidade está parada, os estudantes desdobram-se em manifestações turbulentas e distribuições de panfletos à população. (...) Na tentativa de travar o crescendo de manifestações, a 17 de Outubro são passados mandatos de captura contra os quatro primeiros dirigentes da AE de Ciências e da direcção cessante da AEIST. Alguns conseguem escapar e permanecer na sombra. Os plenários de Lisboa, a 19 e 20 de Outubro, são impedidos pela polícia. Toda a cidade se encontra super-policiada. A DGS realiza buscas nas casas de dirigentes associativos de Ciências, ISCEF, Técnico e Medicina. Muitos são levados para Caxias. Em Novembro, multiplicam-se as greves estudantis. Sales Luís encerra o Técnico, para impedir a agitação contínua. Farmácia e Letras também fecham. Muitos dos estudantes suspensos são incorporados no Exército colonial. Uma semana depois do funeral, é Costa André, obscuro secretário de Estado da Instrução e Cultura que aborda na televisão a situação na universidade.
"o objectivo único da agitação estudantil organizada é destruir os fundamentos sobre que assenta a vida social contemporãnea, derrubar o governo- como também é indicado nos panfletos-conduzir a uma acção revolucionária de rua, a partir das escolas, ou paralisar a vida universitária. Constituem simples degraus de uma escalada cuidadosamente planeada e organizada algures no mundo".

(...)



Vararam-te no corpo e não na força
e não importa o nome de quem eras
naquela tarde foste apenas corça
indefesa morrendo às mãos das feras.


Mas feras é demais. Apenas hienas
tão pútridas tão fétidas tão cães
que na sombra farejam as algemas
do nome agora morto que tu tens.


Morreste às mãos da tarde mas foi cedo.
Morreste porque não às mãos do medo
que a todos pôs calados e cativos.


Por essa tarde havemos de vingar-te
por essa morte havemos de cantar-te:
Para nós não há mortos. Só há vivos.


José Carlos Ary dos Santos


música: Coro Popular o Horizonte é Vermelho

publicado por antoniomaia às 06:34
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Honra aos combatentes revolucionários!


O mito, anti-mito. Como odeio os mitos, quem vive perto de mim, ou me conhece bem, sabe como é verdade.
Odeio estátuas, odeio o culto da personalidade. Penso que passamos por esta vida fazendo o que nos está destinado, uns fazem melhor e outros menos bem, mas cada um dá o que pode, porém admito que há gente que deve liderar, para muita coisa precisamos de organização e no que diz respeito a um grupo, seja ele grande ou menor, deve haver quem tome decisões, é consensual.
Sempre olhei para os feitos colectivos a pensar naqueles que não têm rosto, os que trabalham humildemente em cada área e na importância que cada um tem para o bem social. O pedreiro constrói a casa onde mora o engenheiro, senão fosse o trabalho do pedreiro o engenheiro viveria na gruta, se não quisesse construir a sua barraca.
Nas revoluções de todos os tempos em todo o mundo, deram a vida pelo progresso humano, milhares, milhões de anónimos de que ninguém sabe quem foram, nem isso é mais importante do que o valor da vida humana e teve de ser assim, como avançaríamos? Quem era o camarada Che, se não houvessem os demais revolucionários dispostos a combater o inimigo comum? Ninguém!
Hoje, dia do quadragésimo aniversário do assassinato de Che Guevara gostava de prestar a minha singela e sincera homenagem a quantos tombaram na luta pela libertação dos seus povos. Desmistificando o comandante, glorificando o colectivo!
Não podendo de forma nenhuma esquecer aqueles lusitanos que como os demais deram a vida pela liberdade e progresso de Portugal, ainda por conquistar.

Honra aos combatentes revolucionários!
Viva a grande revolução Global!

Venerando-os
antoniomaia
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publicado por antoniomaia às 09:42
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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

A crise que se segue... caminho a seguir.


A crise acentua-se cada dia que passa, já nos vão avisando que a imobiliária dos EUA está aí, sinal da política especulativa deste mundo capitalista, mais a inflação do petróleo, mais a essa globalização económica que coloca em concorrência as empresas multinacionais, muitas vezes com mão de obra escrava, com as nossas pequenas empresas, como tal o desemprego vai continuar a aumentar, plea primeira vez em mais de vite anos ultrapassámos a vizinha Espanha, nalgum valor a devíamos ultrapassar... a crise. Sempre a crise. Sempre nos lembramos do nosso povo viver em crise, os trabalhadores alimentaram a guerra colonial, sempre em crise, a emigração foi a tábua de salvação para milhões de portugueses que fugiram à miséria que o fascismo, de Salazar e Caetano, os condenara até que se deu o Golpe de Estado em 1974, e disseram-nos, agora tudo vai ser diferente, mentira! Se houve alguma explosão nos míseros ordenados dos trabalhadores, ainda estamos a pagar essa ousadia de termos lutado, andamos à décadas a perder poder de compra relativamente à inflação, é a crise! Sem consulta popular, entrámos para a CEE, agora é que vai ser, tínhamos a defesa de uma fronteira maior e iríamos competir e partilhar do desenvolvimento dos países mais ricos, mentiram! Alguns beneficiaram e continuam a beneficiar dos fundos comunitários, mas o nosso povo, a maioria do nosso povo continuaria em crise. Veio a moeda única e a globalização capitalista e foi o descalabro, vai ser bom, dizia-nos, vamos concorrer com o Dólar e vai ser uma maravilha, mentira! Andamos há anos a correr atrás do défice e quem paga? Os mais pobres, a maioria da nossa população, com aumentos progressivos dos impostos. Agora é o Euro que está demasiado forte.  E mais crise! Crise, crise, crise!

O que nos resta? Sim, o que fazemos perante esse cenário? Parece-me que já aprendemos alguma coisa, a burguesia não deve governar mais, os partidos que a representam já não conseguem enganar ninguém, as pessoas dão-lhes os votos como uma coisa sem remédio, não conseguem ver alternativas, as única alternativa que lhes dão é: PS/PSD Já ninguém em consciência cai nessa, ninguém acredita. Mas há uma alternativa a toda essa farsa, que mente, que mal trata quem lhes dá de comer, trucida! "Só os trabalhadores podem resolver a crise!" É a mais pura verdade, o resto são balelas, podem vir o P"C"P e o BÉ pedir o voto das pessoas que não resolvem a crise capitalista. Basta! Chega de conversa que, "dêem-nos o voto que nós resolvemos", não! Querem ser os trabalhadores a participar na vida activa do País, já que são eles que trabalham, sejam eles a dar destino à gestão desse esforço. É realmente urgente invertermos a ordem do poder, derrubar com todas as nossas forças a classe dominante no poder, a rica burguesia, e instaurar uma democracia popular, sob a direcção dos operários e camponeses. Claro que o momento é difícil, a queda do social-imperialismo soviético, não foi só o derrube daquela ditadura policial, como também desacreditou o movimento marxista do mundo inteiro, assistimos a umas lutas aqui ou acolá, muitos trabalhadores deixaram de acreditar. Esse trabalho ideológico vai demorar algum tempo a dar frutos, mas é o único caminho, ou esse ou a continuação da escravatura, temos de tornar a acreditar que só quando a maioria da população tomar as rédeas do poder se pode resolver a crise.

A luta ideológica que tem de ser travada em primeiro lugar.

É difícil, somos sistematicamente bombardeados pela máquina de propaganda do regime, órgãos de comunicação, com assuntos e discussões que não interessam nada aos trabalhadores. Veja-se o exemplo da farsa que foram as eleições no PSD/PPD, toda aquela cobertura para quê? Quais são os portugueses que se interessam de qual vai ser a marioneta do capitalismo para suceder a Sócrates? A burguesia está interessada, querem alguns estar bem colocados para assaltarem as cadeiras do poder, mas às centenas de milhar de desempregados, aos trabalhadores e camponeses em geral, interessam-lhes quem vai ser o palhaço que se segue? Alguns observadores queixaram-se de falta de ideias, mas que ideias hão-de ter esses senhores que se seguem, já os conhecemos há trinta anos, até porque este governo está desempenhando maravilhosamente o seu papel, de gerir a crise do grande capital.
A luta ideológica deve ser a discussão. Serve este regime os interesses da maioria dos trabalhadores, se não serve, qual o caminho a seguir?
Propomos formular uma reivindicação justa, o estabelecimento de um salário mínimo europeu! Vamos senhores sindicalistas e demais homens e mulheres que se alvoram de esquerda e que têm algum assento no poder burguês, P"C"P e BÉ, não basta conversarmos sobre os direitos das minorias, essas são questões que se resolvem com o processo revolucionário. Força, unam os trabalhadores portugueses em torno desta reivindicação!

Só os trabalhadores podem vencer a crise!
Salário mínimo europeu!

antoniomaia

publicado por antoniomaia às 23:19
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

carta a um pequeno burguês

Pode ser que me faça entender. Quer o Partido ser poder quando os Trabalhadores quiserem ser poder. Com o marxismo leninismo como ideologia se quiserem os comunistas a dirigi-los. O simbolismo do nome de um partido, é muito diferente do que o simbolismo de tu seres Jorge e eu António, os comunistas escolhem a foice, o martelo e a estrela como símbolos, de uma forma diferente do que eu ter risco ao lado no cabelo, ou calças à boca de sino, a nossa bandeira é vermelha, mas não mudamos para rosa como o SLBenfica quando joga fora e pode confundir-se com o adversário. A política é um caso sério, não é um baile de máscaras, embora ande muita gente mascarada, mas os comunistas só têm uma cara. Estabelecemos um pacto com os explorados e oprimidos do mundo há décadas, há mais de uma centena de anos, continuamos por isso com a Internacional como hino, porque acreditamos naquele brilhante poema inspirado na Comuna de Paris e venha lá a corja de reaccionários que vier que não abandonaremos o nosso ideal, não por casmurrice, mas porque está actual, porque ainda não foi cumprido e porque depois desses anos todos ainda não apareceu nenhuma filosofia nova que nos fizesse actualizar ou mudar, se fosse esse o caso. Temos o factor histórico a indicar-nos a razão. A começar pela revolução francesa, a revolução americana, a comuna de Paris, a revolução bolchevique, a revolução chinesa, como enormes experiências, mas tantas outras, um pouco por todo o Mundo, são exemplos magníficos para a cultura humana que não podemos nem devemos negar, é um legado esplendoroso, que nos obriga a enaltecer, pela razão simples que não foi uma tomada de poder qualquer, antes o resultado da luta de classes, da feroz luta de classes. Quem se diga de esquerda e esqueça a base do marxismo é um traidor declarado, existem classes, elas estão aí, governa uma, a burguesia, os comunistas querem, desejam, lutam para que se inverta essa força, exigimos no principio base da democracia que seja a maioria a permanecer no poder, que sejam os operários e os camponeses a tomar nas suas mãos os destinos do País e do Mundo, só desse principio pode haver justiça!
Penso que fui claro até aqui...
Vamos imaginar esse panorama, que me agrada particularmente. O equilíbrio. Ainda à dias caiu um meteorito no Peru, passados uns dias houve mais um violento terramoto. Passas por cima e pisas um carreiro de formigas. Há um incêndio na floresta. Cheias em Moçambique. São violências à vida que tendem, passados esses momentos, ao equilíbrio, certo? Fascina-me como a natureza tende a equilibrar-se, por condição que vai para além de qualquer teoria ou filosofia, com o ser Humano acontece precisamente o mesmo. Esquece por agora os genocídios no momento do Hitler, no momento de Estaline, no momento de Mao-Tsé-Tung, na bomba de Hiroshima, nos mortos no Iraque, ou nos arranha-céus. Uma morte é uma morte e não tem preço, nem discussão. Realmente importa é que, até se encontrar o equilíbrio vai ser assim, não há volta a dar, temos é que tirar ensinamentos para não cometermos os mesmo erros, mas outros surgirão, sem dúvida e o que fica? Então, podemos olhar para trás e verificar que os passos dados até aqui valeram a pena e a luta continuará, devemos enquadrar as lutas sociais neste enquadramento de procura de equilíbrio. A Grande Revolução já deu passos enormes, recua cem anos e olha! Já deu passos atrás, recuos, é verdade! Mas é imparável, nem sequer a vejo como utopia, vejo-a e sinto-a como inevitável. Científica! Sabemos lá nós quando e onde vai cair o próximo meteorito? Sabemos que a vida continuará, mesmo depois de ele cair. Pisas o carreiro das formigas, elas andam ali uns momentos à toa, ficam um pouco atordoadas, mas depressa encontrarão de novo o caminho, passa o violento incêndio na floresta mas rapidamente germinarão novas árvores de uma forma espantosa. Se quisermos olhar o colectivo será assim que deves ver a humanidade. Parece-me bem!
Porém, o povo anseia contraditoriamente a outros valores, é um problema de consciência, é uma questão de cultura, queremos coisas, queremos ser ricos, ricus (risos), essa luta não é fácil, porque tem de ser travada dentro de nós, temos o dever de saber o que queremos e muito conscientemente vejo muita gente que se diz de esquerda, por dizer, sabendo de antemão que estão longe de ter essa disponibilidade para a Revolução, são tão egoístas que vêem a vida na duração da sua própria existência, não pensando sequer nos seus filhos, muito menos nos filhos dos escravos .
Portanto e a finalizar, companheiro, independentemente dos Pereiras, dos Louçãs, dos Portas, dos Sousas, com eles, ou sem eles cairá o meteorito enorme que destruirá o capitalismo de vez, tenho a certeza, não é na nossa geração? Não será, que importa? Quantos milhões de anos tem a Humanidade? cem, duzentos, trezentos anos são insignificantes, certo? Independentemente dos recuos da Revolução, o Povo Vencerá!
Penso que fui claro!

uma vénia profunda aos democratazinhos da nossa côrte pobrezinha.
antoniomaia    

publicado por antoniomaia às 06:02
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Viva o Comunismo!

É meu dever agradecer a todos os que são e foram o PCTP/MRPP. Olho para trás e não consigo imaginar-me sem a existência do Partido, foi uma escola soberba, social e humana assim como na vertente ideológica, ensinou-me muito do que sei, porque com aqueles dezoito anos de vida não sabia quase nada, o regime fascista ensinava pouco e mal aos filhos do povo, como é fácil perceber.
Passado pouco tempo de serem soltos os presos políticos por acção do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, eis que é preso o director do Luta Popular (órgão central do Partido), a minha curiosidade pelo movimento marxista ficou desperta e foi assim que compreendi que todas as minhas ideias iriam mudar. Jamais fui o mesmo, a minha consciência do Mundo e da Humanidade alteraram-se por completo até aos dias de hoje. Conheci camaradas inesquecíveis e a eles devo, com muito orgulho, tudo o que sou e para onde vou. Obrigado!
Em 18 de Setembro de 1970, tinha-se fundado o MRPP, quero deixar aqui a minha sincera homenagem aos camaradas caídos em combate, Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, especialmente e a todos os comunistas em geral.
Viva o Comunismo!
Viva o Partido!

antoniomaia


... "O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses é um partido político proletário de tipo novo, herdeiro e depositário do heroísmo combatente de Ribeiro Santos e de Alexandrino de Sousa e da linha geral revolucionária proletária e das tradições revolucionárias do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP) - criado a 18 de Setembro de 1970 -, do qual surgiu e nasceu e é o seu actual continuador.


   Com a classe operária portuguesa sujeita a dezenas e dezenas de anos de direcções oportunistas e revisionistas, a luta pela fundação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses não foi uma tarefa fácil, mas, ao contrário, um combate duríssimo e relativamente prolongado. O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses nasceu da luta vitoriosa conduzida pela linha marxista-leninista-maoista contra as linhas oportunistas de direita e de «esquerda» no seio do MRPP, reflexo da luta travada pelos comunistas no seio do movimento operário contra toda a casta de oportunistas, revisionistas, neo-revisionistas, trotsquistas, arrivistas, carreirista e outros agentes da burguesia infiltrados na classe.


   Após a sua fundação, o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses travou uma luta árdua, complexa e prolongada contra as concepções estreitas do círculo e do grupo que se opunham à edificação de um autêntico e forte Partido Comunista, firme na teoria, na política e na táctica, disciplinado e coeso, em suma: um verdadeiro partido bolchevique..."


(Programa do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses)





publicado por antoniomaia às 02:50
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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Dazkarieh - Vitorina

Descoberta maravilhosa.
Ao vivo dia 30 de Setembro, Domingo, na  Assembleia da República, 18.30 Horas.
Dia 4 de  Outubro na Moita - In Live Café.

Grande som. Ainda há portugueses a trabalhar bem, como se pode ver e ouvir...


Venerando-os
antoniomaia
música: Vitorina

publicado por antoniomaia às 14:43
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